quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Gap Inc. revela pulso firme na redução de custos da empresa

Com uma estratégia de controle de custos, a Gap Inc conseguiu aumentar os lucros do primeiro semestre. Para o próximo ano, o grupo pretende manter a mesma gestão e apostar no e-commerce e nos mercados internacionais para que suas marcas cresçam
A Gap Inc. informou aos investidores de que irá se concentrar em melhorar os resultados nas suas principais marcas, assim como nos seus negócios on-line e internacional nos próximos 12 meses e reafirmou as suas previsões financeiras para o ano. «Com a forte folha de balanços da Gap Inc, estamos numa posição sólida para termos sucesso em longo prazo, além de que temos flexibilidade para responder como for necessário ao atual ambiente econômico», afirmou o presidente do grupo, Glenn Murphy.
No entanto, Murphy reconheceu que o quarto trimestre será muito difícil devido à extrema volatilidade do mercado. Sabrina Simmons, a diretora financeira da empresa, acrescentou que «o nosso foco num inventário rigoroso e na gestão de custos nos permitiu atingir um crescimento de 65% nos ganhos por ação no primeiro semestre de 2008».
Na reunião com os investidores, a empresa confirmou as previsões para 2008 dos ganhos por ação, apontando para valores entre os 1,30 dólares e os 1,35 dólares, com margens operacionais por volta dos 10%. Além das perspectivas financeiras, os executivos do grupo aproveitaram este encontro para explicarem os planos para as marcas Gap, Banana Republic e Old Navy.
Na Gap, o foco é trazer os consumidores às lojas, com uma forte oferta de produtos para o fim do ano, além da campanha em curso "Vote for.", dirigida aos eleitores norte-americanos, que terminou na terça-feira.
Já a Old Navy, a unidade que registra menores vendas dentro do grupo, está procurando melhorar o seu negócio com uma estratégia centrada no conceito de diversão, família e valor. A marca foi reposicionada para se dirigir às jovens mães que compram para as suas famílias e para si próprias e em 2009 vai comunicar este conceito através de uma nova gama de produtos e um novo design de lojas.
Quanto à Banana Republic, a marca de luxo acessível vai ser expandida para novas categorias e regiões, com diversas oportunidades de crescimento a serem analisadas na Europa.
Na frente de Alianças Estratégicas, as principais prioridades para 2009 são as aberturas de franquias em lugares como o México, Bulgária e Romênia. Até agora, a empresa assinou acordos para 21 países no Sudeste Asiático, Europa de Leste, América Latina e Rússia.
Além disso, a empresa está apostando também no Canadá, com a abertura dos seus primeiros outlets Banana Republic e Gap Factory Stores no Vaughan Mills Mall, em Ontário. Para Art Peck, presidente do outlet Gap Inc e vice-presidente executivo de estratégia e operações, «levar as nossas marcas de outlet para o Canadá é um passo perfeito na nossa estratégia de crescimento, dando aos nossos clientes canadenses as melhores expressões da nossa marca».
Mais uma aposta do grupo que, com estes dois novos outlets, passa a operar 188 lojas Gap, Banana Republic e Old Navy no Canadá. O grupo antecipa igualmente um forte crescimento para o seu negócio on-line, que reúne as quatro marcas da empresa. As vendas de comércio eletrônico devem ultrapassar a marca dos bilhões de dólares pela primeira vez em 2008.
Em Agosto, a Gap Inc registrou um aumento de 51% nos lucros do segundo trimestre, um crescimento atribuído a uma combinação de margens "saudáveis" com uma gestão rigorosa dos custos. Os lucros subiram dos 152 milhões de dólares no mesmo período no ano passado para os 229 milhões de dólares, mas as vendas caíram 5,1%, para os 3,5 bilhões de dólares. Já no início deste mês, o grupo revelou uma quebra de 11% das vendas comparados a Setembro, arrastadas pela queda contínua na sua rede Old Navy.
Por divisão, as vendas comparáveis de Setembro caíram 3% na Gap North America, 4% na Banana Republic North America e 24% na Old Navy North America. Já as vendas internacionais contrariaram esta tendência e subiram 3%. Os últimos dados disponíveis, até 4 de Outubro, apontam para que, nas cinco semanas anteriores, as vendas totais tenham sofrido uma quebra de 6%, para os 1,34 bilhões de dólares.
FONTE: Portugal Têxtil

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